Sobre as Mudanças Delas e o que Isso Representa pra Nós

Hoje eu vim comentar sobre dois videos coincidentemente lançados na mesma semana. Eles vão te parecer banais pelo que falam, mas calma que eu explico. O primeiro, sobre o corte de cabelo da Bruna Vieira (que representa uma das fases decisivas de sua transição capilar) e o segundo, do corte novo da Karol Pinheiro (em comemoração ao seu aniversário de 30 anos).

Primeiro eu vou explicar o que acontece na vida de cada uma delas (segundo elas mesmas falaram em vídeo) pra depois explicar por quê é tão importante. Começando com a Bru.

Bruna se não me engano é um ano mais nova que eu, e é do interior de Minas Gerais. Ela, como todo mundo da minha geração, passou a vida achando que cabelo bonito era cabelo liso. Foi isso que nos ensinaram. E aí ela, dadas as mudanças de pensamento que serão discutidas mais pra baixo, decidiu fazer sua transição capilar. Ela disse em um dos primeiros videos a respeito que tinha tanto tempo que ela alisava o cabelo que ela nem lembrava mais como era o cabelo dela de verdade.

Mas o legal nessa história é que a mudança dela vem de uma mudança muito maior. Nós estamos aprendendo, a passos lentos e curtos, a aceitar as diferenças. Por quê podia também simplesmente cabelo cacheado entrar na moda e o cabelo liso ser considerado feio. Mas não é isso que tá rolando. A tendência é você – se for do seu desejo – ter o cabelo do jeito que ele é. O limite do que é legal está deixando de ser tão restrito e específico e ficando do jeito que a pessoa se sente bem. E aí, nessa linha, entra o video da KP:

Ela durante sua vida adulta inteira usou o cabelo ali abaixo dos ombros. Variava a cor (um pouco), variava se tava liso ou ondulado.. Mas era no ombro. E – como ela mesma disse nesse video – ela sempre teve na cabeça dela (provavelmente fruto de discurso de geração também) que mulher feminina precisava ter um cabelo longo. E assim foi.

Mas de um tempo pra cá ela começou a se sentir incomodada. Aquele cabelo não refletia mais a personalidade dela. Durante acho que 1 ano deu pra ver ela diminuindo aos poucos o cabelo, mas nunca nada muito notável. E isso tava claramente incomodando. Por quê assim, se você tá feliz com seu cabelo longo, ótimo. Eu mesma to numa fase de cabelão que já dura um tempo e tô feliz da vida. Mas ela não estava.

E aí ela finalmente cortou. E fez o tal video ótimo sobre isso. E ele pra mim é super relevante por quê ela mostra ali como o pensamento dela mudou ao longo do tempo e ela viu após cortar o cabelo que tava inclusive muito mais mulherão do que antes. Ela se sentia mais confortável, mas segura e mais ela mesma. E essa mudança também é fruto de uma outra mudança (ainda sutil) do pensamento das pessoas de que os padrões de beleza estão se alterando.

E é sobre isso que eu quero falar no fim das contas. 500 palavras pra tentar explicar que os padrões estão mudando e isso é ótimo. Eu não acho que eles vão deixar de existir, mas eles podem se tornar flexíveis ou ignoráveis. E influenciadoras como a Bru e a KP fazendo parte disso e incentivando esse tipo de coisa é incrível. Como ex escritoras da Capricho, eu imagino que o público delas seja de garotas muito jovens. E imagina que legal essas pessoas tendo como modelo pessoas com esse tipo de reflexão?

E aí eu começei a pensar nos meus próprios modelos. Eu aconteci de dar muita sorte. Na época que eu entrei pra adolescência estava MariMoon fazendo o maior sucesso. Ela tinha acabado de entrar pra MTV e representava um modelo no qual eu me encaixava (e me encaixo até hoje) e isso pode ter feito uma diferença enorme.

Eu era sim uma das pessoas mais incomuns dos ambientes com os quais eu convivia, mas eu sabia que estava ok, por quê olha lá MariMoon na MTV (canal que naquela época era A referência), saida da internet.. Pensa nisso. E era tipo a celebridade mais acessível ever. Numa época em que não tinha redes sociais pra você saber tudo da vida do seu artista preferido, ela tinha um fotolog no qual dava pra saber várias coisas sobre ela. E aí olhai que coisa, várias partes da personalidade em comum também. E de forma inconsciente isso fez toda difereça pra eu me tornar uma pessoa confiante. E muitas outras também.

E graças a coisas como as que a Bru ou a Karol tão fazendo, muitas outras garotas já podem crescer com essa confiança ou – agora adultas – desenvolver isso dentro de si.

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