Review: Rocky Horror Picture Show

Geente, e eu que me dei conta que nunca fiz review de Rocky Horror?

CO-MO?

Bom, eu lembro de fazer um post no dia que eu vi, sobre como era maravilhoso mas nunca entrei em detalhes. Mas chegou o dia da review! Se preparem, que lá vem.

Primeiro, um pequeno resumo:

Rocky Horror Picture Show é de 1975, dirigido por Jim Sharman e escrito por ele e pelo Richard O’Brien (que é o Riff Raff e ainda por cima fez as musicas).

Como vocês sabem, isso aqui é uma ZONA DE SPOILER. Assista o filme. Pelo amor. Sério. Tem no torrent, e baixa rápido. Ou seja, não tem desculpa.

Um casal bastante caxias (que aliás é a palavra mais caxias do mundo) sai a noite, na chuva, Deus sabe porque razão,  e o carro estraga no meio do caminho. Aí eles resolvem ir na chuva pra um castelo bastamte sinistro no alto de uma montanha. Eles entram lá e tá rolando a festa mais maluca da vida. Dr Frank-n-Furter (Tim Curry), um cara tão incrível que eu não encntro adjetivos apropriados, convidou os amigos pra mostrar sua nova experiência cinetífica, que é basicamente o homem perfeito. E aí o casal tem que “sobreviver” a uma noite na casa. Ah, e é um MUSICAL tá? Musical.

Bom,pra começar, o filme segue a estética musical da zueira do início ao fim, mas de uma maneira que não incomoda. Mas é claro que você já sabia disso, porque a primeira musica do filme acontece enquanto o pessoal da igreja prepara um funeral. E essa zueira (feita com seriedade e propósito) é o que faz desse filme único e separa ele de paródias toscas do tipo Inatividade Paranormal. Tecnicamente a edição é meio assim movie maker. Uns cortes meio secos, umas transições malucas… Mas se você se deixar levar pelo filme vai perceber que é um recurso estético. Isso vale também pra atuação forçadamente ruim da Susan Sarandon (Janet), e para as músicas e coreografias sobre as quais falarei em breve.

Por outro lado, temos direção de arte e figurino impecáveis. Pra mim é uma diversão a parte reparar nos figurinos dos atores coadjuvantes e os muitos elementos do cenário. Nos principais, é possível observar o reflexo da personalidade de cada um em suas roupas. Riff Raff (Richard O’Brien) e Magenta (Patricia Quinn), por exemplo, estão sempre vestidos como funcionários de alguma coisa (seja do castelo ou do planeta Transsexual) pois eles estão alí apenas em uma missão de seu planeta natal. A quantidade cada vez menor de roupas de Janet representa a libertação de certos freios (que podem ser sociais ou pessoais) que ela tinha em relação a si mesma.

Olha, dá pra discorrer muito sobre isso. Maas preciso dar AQUELE destaque ao que faz desse filme o musical mais incrível do mundo: A música e as coreografias. Pra começar, não existe nada mais feliz no mundo do que a coreografia principal do filme ser fácilmente reproduzida. Melhor ainda quando o querido narrador ENSINA ela pra você. Com os amigos certos, suas festas nunca mais serão as mesmas. Sério. Mesmo sem coreografias maravilhosamete divertidas, todas as outras músicas do filme são no mínimo contagiantes. O ritmo sai um pouco do padrão musical e você consegue facilmente ouvi-las no seu dia a dia. Tá, não todas. Mas no geral dá sim.

Agora, pra mim, nada melhor do que ver esse filme pela primeira vez. Ficar 2h boquiaberta. Quando você pensa que já aconteceu de tudo, e que você nunca mais vai se surpreender com nada na sua vida… Toma aí mais uma coisa inesperada. Tanto na narrativa quanto na estética. Somos a todo o tempo surpreendidos, da melhor maneira possível.

Eu vou ser sincera: Não consegui escolher uma única cena preferida. Minha cena preferida é o filme todo mesmo. Maas, coloquei aqui a cena do Time Warp, porque né, Time Warp.

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