Review: Corra, Lola, Corra

Olás! Corra, Lola, Corra é de 1998. Ele foi dirigido e escrito por Tom Tykwer (de A Viagem), tem como elenco principal Franka Potente e Moritz Bleibtreu. Venceu o prêmio do público no Festival Sundance e está disponível no YouTube dublado ou com legenda em inglês. Lembrando que a imagem do filme é MUITO melhor que a do trailler.

Na história Lola recebe uma ligação de seu namorado Manni pedindo ajuda. Ela teria 20 minutos para conseguir 100 mil marcos antes que Manni assalte um supermercado. Se não conseguir o dinheiro, Manni morrerá. A história se repete 3 vezes, mas em cada uma existem pequenas mudanças que alteram o final.

Pra começar, o roteiro é bem simples. Na maioria das vezes da pra perceber diretamente o impacto que as mudanças no trajeto causam. Nós vamos conhecendo a Lola e o Manni ao longo do percurso, e cada mudança revela novas características dos dois e da vida deles, juntos ou separados. 

A trilha sonora é bem básica. Embora tenha sido devidamente planejada e composta exclusivamente pro filme é um pano de fundo para as situações de bastante ação. Em cenas mais densas, como foco no diálogo, a musica some. E a letra é cantada pela própria Franka Potente. Inclusive, se você tiver acesso, NÃO assista o clipe feito para o filme. É de péssimo gosto, inclusive pros anos 90.

Pra mim, o destaque desse filme está no uso da linguagem cinematográfica. Como o próprio diretor aponta em uma entrevista, a ideia é explorar as varias possibilidades do cinema assim como existem varias possibilidades na vida.  E Tykwer explora cada uma delas de maneira única. Embora exista um ar de comum no filme – seja a história que está em outros filmes ou a atriz, que poderia ser qualquer pessoa que a gente encontra na rua – ele tá longe do comum.

A primeira cena já indica que estamos fora do padrão. Todas aquelas pessoas paradas que acabam virando o nome do filme enquanto um famoso narrador de fábulas germânicas fala um texto sobre o que pode ou não ser mudado. E aí temos uma fotografia super bonita, fria, puxada pro irreal de maneira orgânica. A não ser claro as cenas de animação, mas isso é um caso especial.

Pois é, aí temos a animação, que é a primeira diferenciação entre uma sequencia e outra. Vamos combinar que isso economizou equipamento pra descer câmera e atriz escada abaixo, um ator e um cachorro. Conveniências a parte, ficou super legal. Primeiro que dá um alivio em toda a tensão da correria, segundo que mesmo todo estilizado, o desenho funcionou muito bem. Pra quem já chegou no filme esperando surpresas, essa é um divertimento e tanto.

As planificações também são bem interessantes. Embora eu pessoalmente não goste de câmera que treme, ela não estraga o filme. Fora isso, observem que mesmo de maneira sutil, os planos não se repetem, assim como os acontecimentos. Naquela mesma entrevista Tykwer diz que uma das grandes preocupações da equipe estava nos relógios que aparecem ao longo das sequencias. Acontece que tudo tem que estar dentro de 20 minutos. Confesso não ter percebido alguns dos relógios, mas tudo bem.

Curiosamente, acho que a cena que à primeira vista me chamou mais atenção foi a que Lola corre na “praça”. Primeiro temos ela vista de cima, e tem um padrão muito bonito. Por ultimo, a vemos de frente e podemos identificar que se trata de uma praça. 

Uma curiosidade incrível – retirada do IMDb – é que o cara na moto que sofre um acidente no fim do filme é o mesmo cara que roubou a moto da Lola e começou essa confusão toda.

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