Review: Bag of Bones – Minissérie

Essa minissérie tem 2 episódios, é 2011 e é dirigida pelo Mick Garris. O elenco principal inclui Pierce Brosnan, Melissa George e Anika Nori Rose. Vale lembrar que ele está disponível no Netflix.

Na história um escritor tem um bloqueio criativo após a morte de sua esposa Jo e decide ir para a casa de campo que herdou do pai pra tentar escrever alguma coisa. Lá ele começa a ter uns sonhos sinistros e experiências paranormais. Aí ele descobre que a esposa investigava o sumiço de uma cantora dos anos 30 na cidade e a relação disso com os vários surtos psicóticos que aconteceram na cidade.

Antes de qualquer coisa preciso dizer que não começa bem. Mas depois melhora. Juro. O que acontece é que tem uma série de imagens que você não sabe bem por quê e fica naquilo muito tempo. E essa é a abertura. Aí parece que vem um romance meio chato, mas calma que resolve. Quando a Jo morre e você pensa “pelo menos cabo o romance” vem um susto DE GRAÇA. Assim do nada. No fim das contas achei isso genial, mas comento mais embaixo.

A diferença de fotografia da parte do sonho pra parte da vida no inicio é muito nítida, o que é bom e ruim. Bom por quê da espaço pra uma progressão bacana do personagem entrando naquele universo via luz e cores, ruim por quê no inicio da pra saber que aquilo é um sonho e atrapalha a imersão. Vale registrar que eu sou apaixonada com essa fotografia que eles usam em sonhos e filmes de terror. 

Existe uma quantidade Game of Thrones (aka exagero) de personagens e histórias, mas quando aparecem as ligações e eles se entrelaçam é lindo. Aí você sai fazendo as conexões na sua cabeça e é uma das melhores sensações que os filmes causam.

Tiveram alguns exageros, entre eles uma imagem no minimo desnecessária do homem vomitando, uma luta entre ele e uma arvore e a água que vira a mãe da menina, mas eu entendo que faz parte dos livros do Stephen King e não podia faltar. Menos o primeiro. Esse é apelão mesmo. Apesar disso, o filme carrega algumas sutilezas como quando o protagonista entra na casa depois de falar com a Mattie e aí ta tudo destruído. Mas antes de ver a imagem em si temos o cara com uma cara horrível e os quadros todos tortos atrás dele. 

Mas o grande mérito da minissérie está nos sustos. Normalmente, nossos cérebros treinados na linguagem cinematográfica acabam prevendo tudo o que vai acontecer devido ao entorno da cena de terror. Coisas como a câmera que fica fixa enquanto o personagem vai embora e uma musica sinistra que aparece do nada acabam nos dizendo que alguma coisa vai acontecer. E dependendo do seu nível de envolvimento com o filme você acaba não se assustando.

Mas no caso de Saco de Ossos não tem como saber. À exceção de uma cena, os sustos vem todos do nada e você não tem o que fazer. Não existe indicativo nenhum do susto. Inclusive, grande parte da trilha sonora acontece dentro da cena, então você realmente não desconfia de nada. E isso acaba gerando um terror mais genuíno e representa uma inovação simplesmente genial.

Não podemos esquecer que outros filmes como Sobrenatural (2010) fizeram isso, mas foram apenas pequenos experimentos com uma ou outra cena. Nesse caso são 99% do filme. Foi uma jogada arriscada que deu MUITO certo.

E você, já viu Saco de Ossos? O que achou? Comente aqui embaixo!

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