Ocean Waves – Especial Studio Ghibli

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Hoje o filme é Ocean Waves, de 1993, dirigido por Tomomi Mochizuki.

*ZONA DE SPOILER, VÁ VER O FILME*

Nesse filme, Taku volta para sua cidade natal depois do primeiro ano de faculdade e lembra do seu ultimo ano na escola. Nessa época ele conhece Yukata, que será um grande amigo e Rikako, uma menina da capital que acaba trazendo muitos problemas para sua vida. Durante a reunião com os antigos colegas de sala Taku acaba descobrindo uma série de coisas, inclusive o interesse de Rikako por ele.

O filme foi feito pra TV, o que faz ele ser bem curto (72 minutos). O roteiro é interessante, muito embora seja narrado – em geral, a narração é a solução pouco criativa pra problemas na trama. Mas nesse caso não ficou esquisita e nem parece estar tapando buracos. Mas parece muito um daqueles roteiros em que se fez o que funciona e nada além disso. E aí fica aquela sensação nada agradável de que você já viu esse filme. Essa sensação é ligeiramente mascarada pelo fato de ser uma animação (e esse tipo de história ser mais comum em live actions) mas ainda está lá.

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O que aconteceu comigo é que eu não fui com a cara e nem com a atitude dessa Rikako. E aí eu achei todas a ações dela desagradáveis e acabou estragando o filme. Mas quem foi capaz de entender que ela é uma bitch porque está com problemas na família e coitada dela achou o filme muito legal. Agora vamos combinar que a menina não faz nada senão se isolar do grupo – atividades focadas no grupo (como a dança) são muito importantes na cultura japonesa – e causar intrigas e depois fica chateada porque ninguém gosta dela. Me ajuda aí né.

A parte que realmente me interessa no filme – e que bem que poderia ter sido melhor explorada – é a amizade entre Taku e Yukata. A amizade deles começou da maneira mais esquisita do mundo e dava muito pano pra manga. É interessante ver como os dois lidam com as coisas que aparecem na vida deles. Durante o filme eles acabam brigando, e foi uma parte que me deixou bem chateada. E no fim eu fiquei mais feliz em saber que eles voltaram a ser amigos do que que a Rikako gostava do Taku.

Ah, eu não posso esquecer de falar que adorei as cores e os traços, e foi o que mais me fez assistir o filme até o fim. Eu adoro esses desenhos em cores mais apagadas. E tem a inserção da borda branca que, embora eu não tenha certeza se deveria estar lá em todas as vezes que estava, é uma introdução diferente e interessante na memória do personagem. Normalmente as cores apagadas também tem essa função. é o que vemos mais nitidamente em Only Yesterday.

E pra finalizar, a pergunta do dia: Você acha que Rikako agiu da maneira correta? Por quê?

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2 Comments

  1. Eu só não achei uma porcaria por ser um fanboy do studio ghibli, e pelo estilo dos traços e narrativa valerem um pouco a pena… Mas o filme em si é uma droga que acrescenta quase nada, o relacionamento entre os 2 carinhas como você citou, foram bem mais interessantes pra mim, apesar de não terem explorado muito esse lado.

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