Laputa: O Castelo no Céu – Especial Studio Ghibli

 

laputaOlás! Começando esse especial em grande estilo com Laputa: O Castelo no Céu. O filme é de 1986, dirigido por Hayao Miyasaki.

*ZONA DE SPOILER. VÁ VER O FILME*

Pazu é um jovem órfão que trabalha em uma mina de diamantes. Ele um dia vê cair do céu uma menina, Sheeta, que carrega consigo um colocar mágico. Sheeta tem mais ou menos a mesma idade que ele e está fugindo de piratas e do exército, todo mundo querendo o colar dela. Pazu conta que o pai encontrou um castelo nas nuvens e eles descobrem com a ajuda de um tio de Pazu que a pedra no colar veio desse castelo. Aí eles meio que sem querer acabam entrando numa jornada pra encontrar o Castelo no céu. Quando eles acham, o exercito acha também e começa a destruir tudo. Mas eles usam um feitiço pra tirar todo mundo de lá e o castelo vai embora.

Primeiro de tudo, não se engane pela abertura. Começa parecendo um episódio de anime com tiros pra todo lado e confusão e uma musica esquisita. Mas passa. Prometo. O roteiro é bem legal depois disso. A maneira com que a história dos dois é demonstrada e entrelaçada é muito interessante. No início eu pensei que tinham vilões demais, mas cada um tem sua importância em determinada parte do filme.

A maneira como a jornada é contada nos prende em todos os 124 – sim tudo isso – minutos de filme. Outra coisa muito importante são as figuras femininas. Tanto a Sheeta quando a Mama tem personalidade forte e se resolvem sozinhas. A Sheeta ainda precisa do Pazu de vez em quando, mas eu tive a impressão que tem mais a ver com a personalidade dos dois do que com o fato de Pazu ser homem.

Outro grande destaque é a fotografia. Tem planos muito bonitos e bem pensados, e as cores tornam o filme único. Uma cena que merece destaque é a que as ruínas do Castelo vão aparecendo por entre as nuvens onde antes não havia nada.

city

Minha cena preferida está logo no início, quando Pazu toca a corneta e vemos a vila onde ele mora. A luz aparece iluminando a cidade por entre as nuvens enquanto os pássaros voam e Pazu toca a corneta. É lindo. Essa e a cena em que os dois vêem o céu dentro da caverna junto com o tio.

São cenas muito bonitas e delicadas. Aliás o filme é cheio de delicadezas. Nós acabamos percebendo a magia que acontece ao longo do filme como algo bastante natural – no sentido de que é orgânico, que faz parte da natureza – , mesmo que os personagens sintam medo.  E tem os dois conversando. Sempre que eles conversam sozinhos os diálogos deixam transparente o cuidado com que foram criados.

E antes que eu fique infinitamente falando, quero saber se você já assistiu o filme e o que achou. Comente aqui embaixo!

 

 

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