Her – Review

E depois de muita demora, estou de volta falando de Her, esse filme lindo e maravilhoso.

Aliás, Spoiler Alert tá?

Vamos começar com a história. O Theodore (Joaquim Phoenix) terminou com o amor da vida dele ha um tempo e tá muito triste. Aí ele compra esse programa que é tipo uma Siri muito incrível. E aí ele acaba se apaixonando por ela, afinal ela É uma pessoa, só não tem corpo. E aí nós vemos as partes boas e ruins desse relacionamento, até que ela faz o equivalente a morrer. Pelo menos na minha opinião.

Começar dizendo que o roteiro é surpreendentemente bom. Afinal eu não esperava muita coisa de um filme em que um dos protagonistas é um programa de computador. Mas o legal é justamente a interação entre Theodore e Samantha (no caso, o programa). Parece um casal como qualquer outro. E nos faz pensar em algumas coisas. E eu não me refiro ao mero blablabla de que passamos tempo demais na internet, mas às novas possibilidades proporcionadas pela tecnologia. Coisas como manter amizades com pessoas que você foi obrigado/a a parar de ver na escola, por exemplo. Ou ver em pessoas do outro lado do mundo os mesmos problemas que você tem.

Fora isso, temos a fotografia, que é sensacional. Normalmente os filmes de romance americanos que chegam ao Brasil parecem não ter preocupação artística alguma. Mas o que acontece aqui é uma coisa completamente diferente. A fotografia segue a lógica da história e se relaciona diretamente com os personagens. Nas cenas em que Theodore está feliz com Samantha temos forte presença do laranja, enquanto quando ele está triste o filme assume um tom acinzentado.

A trilha sonora também é muito interessante. É bem escolhida e ressalta as partes necessarias de maneira orgânica. Aliás, a minha parte preferida no filme (se é que existe alguma, porque ele é todo lindo) é a musica que os dois compõe juntos. To colocando aqui embaixo a versão do Oscar, que é igualmente perfeita.

Outro ponto forte está nas atuações. Por um lado temos Joaquim Phoenix, tendo que lidar com uma situação muito peculiar que é contracenar com o celular ou com o computador. As atuações com outras pessoas também são muito legais, mas acho que pela questão da novidade – pelo menos pra mim – fico com as conversas com Samantha. Ela, aliás, é outra que merece destaque. Até porque Scarlett Johansson consegue demostrar muito bem os sentimentos de Samantha via voz. Achei muito interessante.

Eu fico procurando uma coisa ruim pra falar do filme. Não que eu queira achar um erro no trabalho alheio, nem que eu queira fazer ele parecer pior. É que assim tudo positivo parece que eu nem parei pra analisar de verdade. Só que eu não consegui achar nada. De verdade. É todo um conjunto de escolhas bem feitas e coisas que funcionaram bem juntas.

Bom, antes que eu fique pra sempre escrevendo sobre como esse filme é genial, quero saber de vocês se assistiram o filme e o que acharam. Comentem aqui embaixo!

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