Mama – Review

Olás! Como esses dias eu to num clima filme de terror, hoje resolvi falar sobre Mama.

O filme é de 2013 e conta a história de duas meninas que foram levadas pelo pai pra uma cabana no meio da floresta. O Pai acabou morrendo e elas ficaram na casa sozinhas durante 5 anos. O tio passou esse tempo todo procurando e acaba encontrando as duas. Só que elas passaram mais da metade da vida ali e não se sabe como elas sobreviveram. Por fim descobre-se que o fantasma de uma mulher tomava conta das crianças e não quer que elas se mudem.

Pra começar, achei bem interessante. Depois de uma leva de terror documentário, é muito bom ver o modelo “clássico”. Eu gosto particularmente da iluminação e da cor desse filme. A preocupação estética em um filme de terror é muito importante e nesse caso foi muito bem empregada.  Mama tem esse clima de fábula super bacana. E é bem sombria, do jeito que eu gosto.

A história é bem clichê, mas confesso que o modelo funciona. Pessoas mortas em tempos remotos, presas ao mundo material, costumam acabar em filmes interessantes. Mas me incomoda essa habilidade que as pessoas em filmes tem de se tornarem detetives. É meio esquisito. Apesar de eu ter lido por aí que Annabel era a protagonista, detestei a personagem. Pra mim seria muito mais interessante se o tio, motivo da jornada em busca das crianças, fosse de fato o responsável pelos acontecimentos da narrativa.

O que acontece é que ele está indo resolver os problemas e algo acontece com ele, algo no esquema “opa, esse personagem tem muito destaque pra quem não é protagonista. Vamos derrubar ele da escada e deixar a outra se virar sozinha”. É aquele personagem que se sobressai na trama mas aí vem um roteirista e puxa ele de volta. Se o personagem ta indo bem, deixa ele gente!

Outra coisa que me incomoda bastante são as aparições da Mama. Embora a existência dela seja assustadora, eu esperava mais dela enquanto mostro. O problema oposto acontece quando ela é colocada como humana. Ela é uma pessoa esquisita e um monstro comum. Coitada.

Agora, o que mais me incomodou no filme foi o final. Por mais inteligente que tenha sido, COMASSIM ELA LEVOU A MENINA? E justo a mais nova que nem sabia direito o que tava acontecendo. Credo! E a cena é super dramática e até meio longa – pra manter o suspense pelo máximo de tempo possível. Num filme comum entregar o bebê já seria suficiente. Admiro a atitude de continuar com a trama depois, mas não rola aquele ultimo alivio de final feliz. Meio chato isso ai.

Pra terminar, vou deixar aqui o curta no qual o filme foi baseado. Ele é dirigido pelo mesmo diretor do longa, e é beeem assustador. Eu li por aí que o filme perde um pouco por parecer uma versão estendida do curta, o que até faz sentido.

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